vivo em constante questionamento sobre como as pessoas insistem em ter medo de amar, de se apaixonar.
eu amo uma boa história de amor e não entendo como ainda existem pessoas que não veem graça em algo tão puro e tão lindo, mas todos gostamos de uma boa canção de amor, afinal, não são elas a mais bela forma de expressão através da arte?
entretanto, tenho que admitir minha hipocrisia ao confessar que eu sinto medo de amar.
o mundo é cruel e está repleto de pessoas cruéis. na maioria das vezes eu me pego me perguntando se ainda existe amor em algum lugar por aí, e, por algum motivo, eu insisto em tentar achar algo de bom em meio a tudo que é cruel - talvez isso seja meio masoquista da minha parte, mas não vem ao caso agora -, então acabo eu mesma me machucando e machucando ao outro em uma tentativa falha de aceitar quem não está disposto a mudar por mim.
é nesses momentos que eu penso "será que tudo isso vale mesmo todas as minhas lágrimas?" e a resposta é não, porque se é cruel então não é amor. depois de quebrar a cara eu me volto ao amor próprio e tento me esforçar para conhecer melhor a mim mesma antes de me arriscar no cruel novamente - porque eu sei que em algum momento eu vou me deixar iludir novamente por aquela falsa esperança de que, no fundo, o cruel se importa comigo, e isso por si só já é cruel; cruel comigo mesma.
então eu olho ao meu redor e vejo as pessoas amando e sendo amadas, e penso como eu gostaria de sentir isso, mas me contento em permanecer como expectadora por um momento.
volto a admirar de longe relacionamentos alheios, volto a ler romances, volto a assistir comédias românticas e, então, volto a acreditar no amor.