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domingo, 23 de agosto de 2026

o amor e o medo de histórias de amor

 vivo em constante questionamento sobre como as pessoas insistem em ter medo de amar, de se apaixonar.

eu amo uma boa história de amor e não entendo como ainda existem pessoas que não veem graça em algo tão puro e tão lindo, mas todos gostamos de uma boa canção de amor, afinal, não são elas a mais bela forma de expressão através da arte?

entretanto, tenho que admitir minha hipocrisia ao confessar que eu sinto medo de amar.

o mundo é cruel e está repleto de pessoas cruéis. na maioria das vezes eu me pego me perguntando se ainda existe amor em algum lugar por aí, e, por algum motivo, eu insisto em tentar achar algo de bom em meio a tudo que é cruel - talvez isso seja meio masoquista da minha parte, mas não vem ao caso agora -, então acabo eu mesma me machucando e machucando ao outro em uma tentativa falha de aceitar quem não está disposto a mudar por mim.

é nesses momentos que eu penso "será que tudo isso vale mesmo todas as minhas lágrimas?" e a resposta é não, porque se é cruel então não é amor. depois de quebrar a cara eu me volto ao amor próprio e tento me esforçar para conhecer melhor a mim mesma antes de me arriscar no cruel novamente - porque eu sei que em algum momento eu vou me deixar iludir novamente por aquela falsa esperança de que, no fundo, o cruel se importa comigo, e isso por si só já é cruel; cruel comigo mesma.

então eu olho ao meu redor e vejo as pessoas amando e sendo amadas, e penso como eu gostaria de sentir isso, mas me contento em permanecer como expectadora por um momento.

volto a admirar de longe relacionamentos alheios, volto a ler romances, volto a assistir comédias românticas e, então, volto a acreditar no amor.

sábado, 22 de agosto de 2026

sobre se sentir sozinha

 nos livros e filmes que eu assisto sempre tem a protagonista e aquela personagem que é a melhor amiga da protagonista. hoje em dia tem um movimentação nas redes pra romantizar a própria vida e agir como se fosse a protagonista de alguma série teen de um orçamento não tão alto, mas, na verdade, eu sempre me senti mais como a melhor amiga da protagonista.

só que ultimamente eu sinto que tô mais pra aquela personagem secundária que ninguém se importa o suficiente e que, por mais que apareça em todos os episódios, não tem um desenvolvimento tão interessante.

na verdade durante a minha vida toda eu sempre fui aquela pessoa que só vai passando pelas fases da vida, faz amizades que naquele momento parecem fortes, mas que não são importantes o suficiente pra durarem até a próxima temporada.

eu estudei em quatro colégios a minha vida toda e em todos eles eu tive uma melhor amiga

em todos eles ou nós nos afastamos por algum motivo e nunca mais tivemos contato ou brigamos e nunca mais olhamos uma na cara da outra.

a um tempo atrás eu me afastei da melhor amiga, que eu pensei que seria minha melhor amiga pelo resto da vida, por questões de rotina, mas também porque ela se importava mais consigo mesma. desde então eu tenho passado por tudo sozinha (como sempre foi, já que eu nunca fui de confiar e me sentir confortável o suficiente pra me abrir com alguém sobre as piores partes da minha vida acho que é por isso que eu não consigo me conectar com ninguém direito. eu nunca deixo ninguém entrar). 

recentemente eu terminei um relacionamento e acho que nunca me senti tão sozinha na vida. é estranho pensar que num dia eu estava falando com alguém o dia todo e no outro nós nem estávamos mais nos olhando, parecendo até dois estranhos, mas isso é assunto pra outro blog. enfim, por mais que eu saiba que fiz o que era certo e o que era melhor pra mim eu ainda me sinto sozinha porque não tenho com quem desabafar sobre nada do que rolou.

e é muito foda isso sabe.

não ter alguém em que se pode confiar pra desabafar sobre alguma coisa é sufocante. ter uma pré-disposição a guardar tudo pra si mesma já é difícil, e é mais ainda quando finalmente preciso botar tudo pra fora mas não tenho ninguém pra me ouvir.

eu vejo esses grupos de amigos, em que todo mundo se dá super bem, que passam o dia todo conversando até sobre o vento, e eu só fico pensando como queria fazer parte disso.

não tô dizendo que não tenho colegas e amigas, eu tenho, mas me falta intimidade, falta aquela necessidade de mandar mensagem no grupo falando sobre alguma coisa super legal que aconteceu comigo. eu sinto que é sempre eu quem vou atrás dos outros.

eu passo o dia com gente da minha idade, converso, brinco, falo sobre coisas da vida, mas no fim do dia sou só eu e eu mesma contra o mundo.

oiee

eu vi a babi e a najocas postando algumas coisinhas aqui, fiquei com inveja e decidi fazer um blog também
  
mentira eu não sou tão cara de pau assim skksksks

eu pretendo fazer desse blog um diário aberto, fazer algumas reflexões sobre alguns tópicos em específico que me interessam e talvez postar algumas resenhas de vez em quando. só pra não deixar minhas ideias se acumularem tanto

eu não sou a melhooor escritora do mundo mas prometo tentar não deixar as coisas que eu escrevo parecerem mais confusas do que elas já são na minha cabeça